Bacharela em psicologia

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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Quando as palavras não matam, marcam.

O fato começa quando um menino de 3 (três anos) escuta sua mãe falando para sua amiga íntima, que seu filho era fruto de uma vingança.

Esse garoto cresceu com essas palavras gravadas em sua memoria, mesmo não sabendo sua definição, essas palavrinhas ficaram fixada em sua mente.

Já adulto começou a se vingar de todos, mesmo nas pequenas coisas, suas atitudes eram inconscientes, não compreendia direito o motivo de seus atos, só sentia uma sensação estranha, mas seguia sua rotina.

Já homem com uma situação financeira nobre, casado e com filhos, continuava

com aquela frase repetindo em eco na sua cabeça.

Era um homem irritado, agitado, estúpido, mas generoso, inteligente, trabalhador, honesto. Essa era sua definição.

Quando velho, com quase seus 90 anos, angustiava sua alma aquelas palavrinhas, já compreendia o significado da palavra vingança, mas não aceitava sua maneira de agir, sentia que deveria mudar, que poderia ser melhor, mas algo O impedia.

Certo dia, decidiu procurar ajuda.

Sua queixa: ___Qual o prazer da vingança?

Esse menino queria saber qual o prazer da vingança, não compreendia esse prazer, pois toda a sua vida foi cheia de amargura, raiva, nervosismo, e quando se vingava de alguém, sentia vontade de chorar, sumir, se sentia pequeno.

Em sua cabeça, queria entender, qual o prazer da vingança. Sim, deveria ter algum prazer inexplicável, para justificar a atitude de uma jovem, doce, educada e, em sua percepção “Santa”, querer gerar um fruto da vingança.

Esse menino viveu uma vida inteira atrás de uma explicação, hoje sua mãe já faleceu, mas ele continua querendo entender. Em sua existência não se atreveu a questionar sua mãe, mas ficou com as palavrinhas ecoando em sua vida.



(autor psico) Caso fictício.