A
maioria das pessoas em determinado momento da vida, enfrenta o
chamado “estresse”.
A
globalização e muitas literaturas juntamente com a Internet
explanam o assunto, e reunindo um conjunto cada vez maior de
conhecimento a respeito do estresse.
O
estresse uma vez vivenciado pode alterar a vida de qualquer indivíduo
e cada pessoa tem diferente maneiras de reagir ao estresse, que
varia conforme sua personalidade, tanto no emocional ou profissional.
Tudo
depende do estilo de vida, em relação a vida do sujeito, as
consequências podem ser temporárias ou passageiras ou severas,
diante deste fato, o estresse pode ser: leve, moderado ou severo na
vida da pessoa.
A
tecnologia avança e as pessoas levam mais tempo para se adaptarem
as novas mudanças e para aprender novas habilidades, essas são as
principais causas e consequências
do estresse que acometem as pessoas, Segundo Ballone (1999) o
cérebro, independente da vontade humana para interpretar alguma
situação como estressante e todo o organismo passa a desenvolver
uma quantidade de alterações, o corpo entra em estado de prontidão
para reagir ou fugir, se esse processo permanecer em um indivíduo
por um tempo muito prolongado, poderá no futuro desencadear
problemas orgânicos e psicológicos afetando a saúde do sujeito. No
entanto uma dose de estresse é considerada normal.
De
acordo com Kaplan (997) Cada indivíduo vai perceber os eventos
estressantes de acordo com a sua natureza, ou seja, segundo sua
personalidade, bem como dos recursos que dispõe para amenizar os
impactos do estresse no seu trabalho, tanto na sua vida profissional
como pessoal.
"O
estresse é a sensação de não ser capaz de enfrentar problemas já
existentes ou situações que podem vir a constituir "(ROGERS,2001).
Foi
Hans Selye em 1926, o primeiro a utilizar este termo, denominando
“Estresse” como um conjunto de reações que um organismo
desenvolve ao ser submetido a uma situação que exige esforço para
adaptar-se. Na fisiologia, o estresse resulta de uma reação do
organismo quando estimulado por fatores externos desfavoráveis.
Neste caso, a reação inicial do organismo é a descarga de
adrenalina, promovendo alterações no sistema circulatório e
respiratório. O estresse constitui de um inter-relacionamento entre
pessoas, ambiente e as circunstâncias as quais são submetidas, ou
seja, uma ameaça ou algo que exige dela mais que suas próprias
habilidades ou recursos que dispõem colocando em perigo o seu bem
estar.
O
estresse pode produzir reações de estresse cumulativo, incluindo o
transtorno de estresse pós-traumático, a depressão e sinais de
esgotamento profissional ou Burnout, um tipo específico de estresse,
considerado um dos desdobramentos mais importantes do estresse
profissional. Burnout é a expressão inglesa para designar aquilo
que deixou de funcionar por exaustão de energia. Burnout é
uma Síndrome caracterizada por sintomas e sinais de exaustão
física, psíquica e emocional, em decorrência de má adaptação do
indivíduo a um trabalho prolongado e estressante.
Procurando
significados para a palavra Estresse (stress, em inglês), vamos
entender que estar estressado significa "estar sob pressão"
persistente".
O
Estresse está relacionado com a capacidade de adaptação do
indivíduo à circunstância atual.
No
trabalho ou na vida social o Estresse "normal" deve
desempenhar uma função adaptativa saudável. o Estresse podem ser
consideradas necessário à adaptação do indivíduo à situação,
porém, sendo muito intensas ou muito duráveis, tais modificações
podem resultar em problemas de saúde, ao invés de contribuírem
para a adaptação. o Estresse é uma maneira necessária e benéfica
ao organismo, fazendo a pessoa ficar mais atenta em situações de
risco ou dificuldades, gerar um grau discreto de estresse, varia de
pessoa a pessoa.
Os
profissionais vivem atualmente num mundo globalizado, vivendo em
forte e contínua tensão, no ambiente de trabalho, na vida em
geral. O avanço e o progresso são necessários para a humanidade,
mas antes de qualquer evolução , é preciso levar em consideração
a saúde das pessoas.
Quando
mais brusca a mudança, mais significativa e maior o estresse
(Rogers,2001,).
A
desorganização no ambiente ocupacional põe em risco a ordem e a
capacidade de rendimento do trabalhador. Geralmente as condições
pioram quando não há clareza nas regras, normas e nas tarefas que
deve desempenhar cada um dos trabalhadores. Os ambientes insalubres,
a falta de ferramentas adequadas também desencadeiam estresse.
Outro
fator é o intrapsíquicos ou seja, a pessoa leva para seu trabalho
os fatores internos que a pessoa traz consigo, tais como, seus
conflitos, suas frustrações, suas desavenças conjugais, etc. A
insegurança no emprego, sensação de incapacidade profissionais,
pressão para provar sua eficiência, a impressão de estar
cometendo erros profissionais. Todos os fatores já citados
contribuem para o surgimento de estresse, gerando muitos sintomas.
No
estresse leve aparece primeiro o sintoma da irritabilidade,
nervosismo, insônia, no moderado ansiedade e no severo as crises
propriamente ditas, e ao longo do tempo as patologias.
O
importante é saber como gerenciar e administrar o estresse, ou seja
amenizar esse sofrimento humano.
Deste
1556 a literatura vem abordando o assunto, e são muitas as maneiras
e recursos sugeridos e utilizados para amenizar o estresse.
Uma
estratégia de enfrentamento do estresse, é a boa alimentação,
relaxamento, atividades físicas, reestruturação de aspectos
emocionais, com o intuito de autoconhecimento. Aprender a reconhecer
e respeitar seus limites; tomar uma atitude ativa diante da vida;
utilizar estratégias de enfrentamento do estresse, concentrando-se
na busca de soluções.
Saber
o que é o estresse; reconhecer os sintomas do estresse no corpo, na
mente e nas relações interpessoais; identificar as fontes externas
de estresse.
Utilizar
técnicas de resolução de problemas; assumir a responsabilidade
pela sua vida; aprender a dizer “não”; utilizar o apoio dos
colegas no ambiente de trabalho; lembrar que nada ruim dura para
sempre; rir, brincar, usar o senso de humor; tirar férias mentais,
isto é, desligar-se dos problemas por alguns minutos durante o dia;
utilizar técnicas de relaxamento.
De
acordo com Silveira (apud RAMIREZ, 2005), algumas das técnicas mais
recomendadas na literatura especializada são: exercícios físicos,
yôga, biofeedback, meditações e relaxamentos.
Conforme
Capra (1997, ) enfatiza estas concepções quando afirma: “as
atitudes mentais e as técnicas psicológicas são importantes meios
para a prevenção e a cura de doenças. Uma atitude positiva
combinada com técnicas específicas de redução de estresse terá
um forte impacto sobre o sistema corpo/mente”.
Goleman
(1999,) ressalta que talvez o principal efeito da meditação seja
proporcionar ao seu corpo um repouso profundo, enquanto sua mente se
mantém alerta. Isto faz baixar a pressão sanguínea e diminuir o
ritmo do coração, ajudando o seu corpo a se recuperar do estresse.
Já
Segantin e Maia (apud GIL-MONTE 2002,) citam que as estratégias de
ações preventivas para o enfrentamento da síndrome de burnout
podem ser elencadas nas três categorias: estratégias individuais:
estratégias grupais: estratégias organizacionais:
Para
Segantin e Maia (apud SILVA 2002) faz-se necessário que os programas
de gerenciamento de estresse ocupacional sejam pautados na
organização de trabalho e/ou no trabalhador. As Intervenções na
organização visam a modificação no ambiente de trabalho, podendo
conter mudanças na estrutura organizacional: treinamento e
desenvolvimento, participação e autonomia no trabalho e relações
interpessoais no trabalho. Já as intervenções pautadas no
indivíduo visam reduzir o impacto de riscos já existentes
utilizando um conjunto de estratégias de enfrentamento individuais.
Segantin
e Maia (apud MURTA e TRÓCCOLI 2004) salientam que ainda que os
arranjos do ambiente organizacional proporcionem possivelmente
resultados mais rápidos e eficazes na promoção da saúde,
intervenções pautadas no trabalhador cooperam também para a
prevenção de doenças, ao agirem como ferramentas auxiliares em
programas multidisciplinares de promoção de saúde no trabalho. A
maneira como o indivíduo age em relação as situações geradoras
de estresse exercem grande influência sobre sua saúde, regulando a
gravidade do estresse resultante. Desta forma, o trabalhador
protegerá sua saúde ao se empenhar em enfrentar ou amenizar o
impacto psicológico e somático do estresse.
Ainda
de acordo com Segantin e Maia (apud GUIDO 2003), as ações
preventivas para o enfrentamento do estresse podem ser listadas:em
relação aos trabalhadores: conscientização dos trabalhadores
sobre a relevância de buscarem o lazer e a realização
profissional, bem como a realização pessoal e social.
Diversos
autores sugerem que é necessário que os trabalhadores pratiquem
atividades físicas, controlar a alimentação, fazer repouso e
manter atividades sociais como sendo alguns dos fatores coadjuvantes
no controle e enfrentamento do estresse e compreender que os seres
humanos são diferentes uns dos outros e portanto, agem, pensam e
sentem de forma diferente, que desta forma, deve-se investir nas
aptidões e capacidades pessoais, adquirindo assim forças física,
psíquica e socialmente e se permitindo uma melhor qualidade de vida.
Proporcionar apoio aos trabalhadores criando grupos para discussão e
atualização de referenciais que incluam a temática das relações
interpessoais no ambiente de trabalho, bem como criando espaços
institucionais que auxiliem os integrantes das equipes
multidisciplinares com o intuito de proporcionar maior entrosamento e
interação entre eles; incentivar o bom relacionamento entre a
chefia e os outros membros da equipe, contratar imediatamente
recursos humanos para a diminuição da quantidade de serviço
realizado por cada funcionário, pois dessa forma, o profissional
poderá desenvolver suas funções com maior tranquilidade e
qualidade; acompanhar e informar os profissionais, explicando os
objetivos da organização.
Para
finalizar de acordo com Ramirez (2002,), algumas das técnicas mais
sugeridas pela literatura especializada são: exercícios físicos,
yôga, biofeedback, meditações e relaxamentos.
No
entanto a qualidade de vida saudável, o bem estar, esta relacionada
a qualidade das interações que o ser humano desenvolve no seu
cotidiano, seja com ele mesmo, com outros seres humanos ou com
ambiente de trabalho, e a satisfação que ele tem nessas interações
em ralação ao atendimento de sua necessidades, enquanto individuo e
coletivo.
Visando
o promoção e qualidade de vida do trabalhador, seja em qualquer
área profissional, inserir
profissionais especializados e promover a criação de CIPAS,
FENATEST, NR, AIE, SESMT, cada vez mais nas organizações,
com esse apoio, e o desenvolvimento de programas interdisciplinares
de prevenção do estresse, criando estratégias que minimizem os
problema. Esses programas normalmente se utilizam da união de
diversas técnicas, sessões semanais para discussões acerca de
ações e orientações de enfrentamento que visem amenizar e/ou
controlar o estresse do trabalhador, com certeza aliviará muitos
sofrimentos humanos.